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quarta-feira, 25 de novembro de 2015

São Ponciano - 19 de novembro


São Ponciano, Papa e Mártir


Pontificado 230 - c.235

Comem. Litúrgica: 19 de novembro.

Também nesta data: Santo Afonso Rodriguez e Companheiros mártires

São Ponciano, era natural de Roma. Seu predecessor, Santo Urbano I, havia sofrido constantes perseguições, movidas pelo prefeito de Roma, sob o império de Alexandre Severo. Apesar do imperador apresentar certa compassividade com os cristãos, a guerra era fomentada pelos  principais  inimigos da Igreja, ou seja,  pagãos idólatras e muitos  magistrados que eram inimigos terríveis do cristianismo. Foi por esta influência  que uma grande  quantidade de fiéis tombou morta, inclusive,  o próprio Santo Urbano.

Profeta Obadias ou Abdias - 19 de novembro


Por Flávio Melo.

Não se sabe quase nada deste " pequeno profeta ", mas algumas tradições cristãs afirmam que ele teria nascido em Siquem. Profeta santo que predisse a destruição de Edom como castigo ao mal que fez contra Jacó, seu irmão. A data do seu ministério não é conhecida, ao certo, devido a determinadas ambiguidades históricas no livro que leva o seu nome. Porém, pelo oque ele escreveu em sua profecia deve ter vivido nos tempos do rei Acaz, ou seja, por volta do ano 741 ac. O seu livro éo menor do antigo testamento, contando com apenas 21 versículos. Sua profecia deve ser fixada no tempo do exílio. Ele é conhecido por dois nomes: Obadias ou Abdias.
Abdias aborda uma questão muito séria: a necessária solidariedade entre os mais fracos diante de um opressor. O país estava sendo pilhado pelos babilônicos. Então Abdias observou que Edom, país irmão ( Gn 25,19-28; 36,1 ), ao invés de ajudar o mais fraco, ficou do lado do opressor. Edom estava gostando doque acontecia com Judá. Aproveitou a oportunidade para conquistar terras, participou da pilhagem, matava, perseguia e " dedurava " os que estavam sendo perseguidos e pedindo proteção (v 11-14). E fazia tudo isso por vingança: não perdoava as brigas passadas (2Rs 8,20-22). Como disse o profeta Ezequiel: "Edom guardou um ódio eterno" (Ez 35,5).
O profeta mostra que sabedoria se torna insensatez e a coragem em covardia, quando está aliado com um opressor contra um país-irmão atacado e desprotegido. ( v 5-9 ). Abdias reconhece que Judá também não é inocente e. por isso, está sofrendo uma das situações mais trágicas de sua história. No entanto, Edom é mais culpado, pois não foi fraterno nesse momento difícil.
Podemos estranhar a conclusão do profeta ( v 18 ). Os escritos Bíblicos ensinam que devemos esperar o perdão de nossos irmãos, mas também devemos perdoa-los.
Fonte: Bíblia Sagrada edições pastoral e ave Maria. mini dicionário compacto bíblico de Fr. Francisco de Jesus Maria Sarmento e Wikipédia a enciclopédia livre.

Santo Abdias
Profeta (século IX a.C.)

Abdias (o seu nome significa “servo do Senhor”) é autor de um breve livro da Bíblia, composto só de 21 versículos, “profeta pequeno pelo número de versículos, não de ideias”, diz dele são Jerônimo. O profeta proferiu duas ameaças contra os descendentes de Esaú, os edomitas, que se aproveitaram da deportação dos israelitas para apossar-se de seus bens. Depois anuncia a restauração de Jerusalém, destinada a acolher o Messias: “A casa de Jacó será de fogo e a casa de Esaú será de palha...”
Retirado do livro: 'Os Santos e os Beatos da Igreja do Ocidente e do Oriente', Paulinas Editora.
Fonte: Paulinas em 2015

São Rafael de São José - 19 de novembro


São Rafael de São José
"José Kalinowski"
1835-1907

Religioso carmelita (1835-1907) Nascido no dia 1º de setembro de 1835, em Vilna, capital da Lituânia, Rafael de São José era filho do casal André e Josefina, ambos de famílias nobres. Foi batizado com o nome de José e educado pelos pais dentro da religião cristã. Aos oito anos, ingressou no Instituto para os Nobres, da sua cidade natal, onde seu pai era professor e diretor.
Na juventude, pensando em cursar estudos superiores, o pai sugeriu-lhe que frequentasse a universidade de agronomia, mas ele preferiu estudar engenharia civil. Em 1852, foi para a Rússia, onde ficou durante dois anos, mas não conseguiu vaga na Universidade de Petersburgo. Então, matriculou-se na Escola Militar de Engenharia.
A sua fé durante a vida juvenil decorreu à sombra do Santuário de Nossa Senhora do Carmo. Era um aluno brilhante, mas estudando perdeu a fé. Em 1855, terminado o curso básico, foi admitido para a Academia Militar Superior. Seus dotes morais e sua inteligência realmente eram muito evidenciados Atingiu altos postos na carreira militar, apesar de que não era essa vida que pretendia, mas a Providência Divina o guiava nessa direção.
Em janeiro de 1863, apesar de ter renunciado, foi convidado para o cargo de ministro da Guerra da Lituânia. Assumiu, porque havia estourado a guerra contra a Polônia, para lutar pela liberdade do seu povo e nação. Mas, ao mesmo tempo, também se reconciliou com a fé. Nesse mesmo ano se confessou, comungou e iniciou uma vida de intensa espiritualidade e devoção a Jesus, José e Maria.
Os lituanos foram os perdedores e ele acabou prisioneiro. Foi deportado para a Sibéria, levando consigo apenas o Evangelho, o livro "Imitação de Cristo" e um crucifixo bento, presente de uma de suas irmãs. Foram dez anos no campo de concentração passados nos trabalhos forçados e rezando com seus companheiros. Libertado e repatriado, entrou na Ordem dos Carmelitas Descalços de Graz, aos quarenta e dois anos de idade, em 1877. Vestiu o hábito dos carmelitas e tomou o nome de Rafael de São José, em 1882, quando recebeu a ordenação sacerdotal. Distinguiu-se no zelo pela unidade da Igreja e no apostolado infatigável do sacramento da reconciliação. Foi trabalhar no Convento de Cezerna, na Polônia, país em que fundou diversas comunidades.
O grande restaurador da Ordem dos Carmelitas na Polônia morreu no dia 15 de novembro de 1907, em Vadovice, cidade natal do papa João Paulo II, que o canonizou em 1991. A festa em memória a são Rafael de São José foi indicada para o dia 19 de novembro.
Texto: Paulinas Internet

Fonte: Paulinas em 2015

Santa Matilde de Hackeborn - 19 de novembro

Santa Matilde de Hackeborn monja beneditina (1241-1299)

Monja beneditina (1241-1299)
Matilde ou Mechtilde — proveniente de uma família principesca, aparentada com a poderosa casa dos Hohenstaufen — teve desde a meninice o desejo de seguir as pegadas da irmã mais velha, Gertrudes, abadessa do mosteiro beneditino de Roderdorf, depois do de Helfta.
Aos 7 anos, pois, a menina foi confiada à irmã para que cuidasse de sua educação. Um bom aprendizado, visto que aos 14 anos Matilde foi admitida entre as noviças, das quais dentro de alguns anos se tornaria a mestra — um encargo confiado a religiosas de comprovada virtude.
Matilde teve entre suas noviças uma jovem destinada a deixar uma grande marca na espiritualidade da Alemanha, a grande santa Gertrudes. Mestra e aluna cresceram juntas, avançando rapidamente na via da perfeição, ambas favorecidas de particulares experiências místicas.
Gertrudes teve o encargo de fixar por escrito as confidências da mestra, aquelas célebres visões de santa Matilde que se leem no Livro das graças especiais (Liber specialis gratiae). Este é um autêntico vade-mécum da espiritualidade medieval, centrada em Cristo glorioso, mais que em Cristo sofredor, e na devoção ao Sagrado Coração como evidência do incomensurável amor divino pela humanidade redimida.
Retirado do livro: 'Os Santos e os Beatos da Igreja do Ocidente e do Oriente', Paulinas Editora.
Fonte: Paulinas em 2015

São Roque González e companheiros mártires - 19 de novembro





São Roque González e companheiros mártires - Jesuítas

Celebramos a santidade destes Jesuítas que deram a vida pela fé
Roque González nasceu em Assunção do Paraguai, em 1576, e estudou com os Padres Jesuítas, que muito ajudaram-no a desenvolver seus dotes humanos e espirituais.
O coração de Roque González sempre se compadeceu com a realidade dos indígenas oprimidos, por isso ao se formar e ser ordenado Sacerdote do Senhor, aos 22 anos de idade, foi logo trabalhar como padre diocesano numa aldeia carente. São Roque, sempre obediente à vontade do Pai do Céu, entrou no noviciado da Companhia de Jesus, com 33 anos, e acompanhado com outros ousados missionários, aceitou a missão de pacificar terríveis indígenas.
São Roque González fez de tudo para ganhar a todos para Cristo, portanto aprendeu além das línguas indígenas, aprofundou-se em técnicas agrícolas, manejo dos bois e vários outros costumes da terra. Os Jesuítas – bem ao contrário do que muitos contam de forma injusta – tinham como meta a salvação das almas, mas também a promoção humana, a qual era e é a consequência lógica de toda completa evangelização.
Certa vez numa dessas reduções que levavam os indígenas para a vida em aldeias bem estruturadas e protegidas dos colonizadores, Roque González com seus companheiros foram atacados, dilacerados e martirizados por índios ferozes fechados ao Evangelho e submissos a um feiticeiro, que matou o corpo mas não a alma destes que, desde 1628, estão na Glória Celeste.
Em 1988, o Papa João Paulo II canonizou os três primeiros mártires sul-americanos: São Roque González, Santo Afonso Rodríguez e São João del Castillo.
São Roque González e companheiros mártires, rogai por nós!
Fonte: Canção Nova em 2019

São Roque González e companheiros mártires


Religioso e Mártir
Origens

São Roque González de Santa Cruz nasceu em Assunção, Paraguai, em 1576. Filho de pais espanhóis, de elevada posição e de autêntico cristianismo, em sua infância e adolescência sobressai entre seus companheiros por sua vida de honestidade, recolhimento e pureza, por seu espírito e prática de oração ou piedade, bem como pela frequente recepção dos sacramentos e amigo da Eucaristia. Exercia, além disso, entre seus colegas, verdadeira liderança, e todos lhe queriam bem. Notável era a sua coragem, e seu caráter era forte e coerente em tudo que dizia respeito a Deus e à religião.

Ordenação Sacerdotal

Desde cedo, São Roque González preocupou-se com a sorte dos índios, cuja língua dominava. Pouco a pouco e vida afora, passou a conhecer e atingir profundamente a alma guarani. Sentia, porém, mais que tudo a exploração indigna e inumana, de que o índio era alvo constante da maioria dos “encomenderos”. Estudou com os jesuítas. Foi ordenado sacerdote em Assunção, contando apenas 22 anos de idade.

Primeira Missão

Recém-ordenado, o padre Roque já teve sua primeira missão junto aos índios ervateiros — que trabalhavam em verdadeira escravidão — na serra de Maracaju, ao norte de Assunção. Fez-se aí tudo para todos, mas regressou para Assunção por ordem superior e foi nomeado cura da catedral.

São Roque González possuía um grande amor pelos povos nativos

Não teve aceitação dos Espanhóis

Ao que parece, não teve aceitação de todos, sobretudo de espanhóis e “encomenderos”, porque se preocupava demais com os índios, e por isso foi considerado iletrado — já havia estudado apenas em Assunção, e não em Alcalá e Salamanca, as grandes centrais do conhecimento. Todavia, espalhava-se sua fama de sacerdote virtuoso, dedicado e prudente.

A Recusa

Não queria honrarias, por isso recusou o cargo de Provisor e Vigário Geral da diocese, e buscou as fileiras da Companhia de Jesus, na qual entrou a 9 de maio de 1609, sentindo-se à vontade entre os filhos de Santo Inácio, reconhecendo aí sua verdadeira vocação. Decidiu, então, tomar carreira jesuítica.

A Difícil Missão

Pouco após sua entrada, foi-lhe confiada, junto com o experimentado padre Vicente Griffi, uma das tarefas mais difíceis e perigosas: a pacificação dos terríveis, belicosos e valentes guaicurus do Chaco. Depois, chamaram-no de “o segundo fundador”, “Santo Inácio Guaçu”.

Por intermédio de Nossa Senhora da Conceição, teve grandes conquistas

O Quadro de Nossa Senhora da Conceição

Em 1611, ganhou do padre Torres Bollo (provincial) um quadro de Nossa Senhora da Conceição, que, depois, se tornou a célebre “conquistadora”, que haveria de acompanhar o padre Roque em todas as suas longas e arriscadas empresas missionárias no Paraná e no Uruguai. Pestes, fomes, doenças, catequese, educação rural e agrícola… Essas foram as ocupações dele. Superava a tudo e a todos com a sua caridade e o seu fervor. Muitos missionários jovens foram mandados fazer estágio com ele.

Fundador

A 3 de maio de 1626, celebrou a Santa Missa, a primeira no solo gaúcho brasileiro, batizando a nova fundação de “São Nicolau’’; era a primeira semente do Evangelho, da fé e da civilização nessa região, que desabrochou, depois, de forma esplêndida. Em 1628, fundou outras quatro reduções: Candelária, Caaçapá-Mirim, Caaró e Assunção do Ijuí ou Pirapó.

Páscoa

O seu trabalho missionário atraía o ódio dos feiticeiros e dos maus índios. E assim, a 15 de novembro de 1628, logo após a Santa Missa, emissários do soberbo feiticeiro Nheçu, que dominava a região próxima, descarregaram dois violentos golpes de itaiçá (clava de pedra) na cabeça de Roque. Pouco depois, assassinaram também o companheiro de Roque, padre Afonso Rodrigues. E no dia 17 foi a vez do padre João de Castilho, a 50 km de Caaró.

O Martírio não impediu que sua obra continuasse

A Voz

No dia seguinte, ao procurarem reunir lenha para queimar as vítimas, os indígenas enfurecidos ouviram uma voz:
“Matastes a quem tanto vos amava e queria! Matastes, porém, meu corpo apenas, pois minha alma está nos céus. Virão meus filhos castigar-vos, sobretudo pelo fato de haverdes maltratado a imagem da Mãe de Deus (a ‘Conquistadora’). Voltarei, contudo, através de meus sucessores, para vos ajudar nos muitos trabalhos, que, por causa da minha morte, vos hão de sobrevir”.
Atribuíram essa voz ao coração do padre Roque; então, arrancaram-no e transpassaram. Hoje, o coração está conservado num relicário.

Via de Santificação

Em 1988, o Papa João Paulo II canonizou os três primeiros mártires sul-americanos: São Roque González, Santo Afonso Rodríguez e São João del Castillo.

Minha oração

“Aos companheiros mártires, diante da sua coragem e testemunho, concedei ao povo o mesmo ardor e amor que inflamaram vossas almas para que sejamos missionários e anunciadores do evangelho em todas as realidades. Amém.”

São Roque González e companheiros mártires, rogai por nós!

Outros santos e beatos celebrados em 19 de novembro

- Comemoração de Santo Abdias, profeta, que, depois do exílio do povo de Israel, anunciou a ira do Senhor contra os povos inimigos.
- Em Cesareia, na Capadócia, hoje Kayseri, na Turquia, São Máximo, corepíscopo e mártir. († c. s. III)
- Em Brennier, próximo de Vienne, na Gália Lionense, atualmente na França, os santos Severino, Exupério e Feliciano, mártires. († c. s. III)
- Em Antioquia, na Síria, hoje Antakya, na Turquia, São Barlaão, mártir. († c. 303)
- Em Heracleia, na Trácia, hoje Mármara, na Turquia, quarenta santas mulheres, virgens e viúvas, mártires. († s. IV)
- Na região de Velay, na Aquitânia, hoje na França, Santo Eudo, abade. († c. 720)
- No monte Mercúrio, na Calábria, região da Itália, São Simão, eremita. († s. X)
- No mosteiro de Helfta, na Saxónia, região da hodierna Alemanha, Santa Matilde, virgem. († c. 1298)
- Em Mântua, na Lombardia, região da Itália, o Beato Tiago Benfátti, bispo, da Ordem dos Pregadores. († 1332)
- Em Garraf, localidade da província de Barcelona, na Espanha, os beatos mártires Eliseu Garcia Garcia, religioso da Sociedade Salesiana, e Alexandre Planas Sauri. († 1936)

Fonte:
- Livro “Um santo para cada dia” – Mário Sgarbossa – Luigi Giovannini [Paulus, Roma, 1978]
- Martirológio Romano

– Produção e edição: Melody de Paulo

– Oração: Rafael Vitto – Comunidade Canção Nova

São Roque González e Companheiros

Santos Roque, Afonso e João,
Mártires das Missões

Jesuítas mártires (+1628)
Na liturgia de hoje lembramos São Roque González e seus companheiros, Afonso Rodrigues e João de Castilho. Eles são conhecidos como Mártires das Missões e foram os primeiros evangelizadores da região sul do Brasil.
Roque González era filho de colonizadores espanhóis e nasceu em Assunção, no Paraguai em 1576. A boa educação na virtude e na piedade recebida dos pais o motivou a entrar no seminário e logo foi ordenado sacerdote. Seu desejo, porém, era trabalhar na formação espiritual dos índios e, por isso, deixou a sua diocese e ingressou na Companhia de Jesus, onde vestiu o hábito missionário em 1609.
Passou assim a dedicar sua vida aos indígenas em várias regiões do Paraguai, Argentina e também no Brasil.
Juntamente com os padres João de Castilho e Afonso Rodrigues, organizou as missões e reduções entre os índios guaranis. Tinha como objetivo ensinar os princípios cristãos e defender os indígenas da brutalidade praticada pelos colonizadores. Nas reduções era possível preservar a cultura, serem alfabetizados, impedir de serem escravizados e aprender técnicas de construção, agricultura e cuidado de animais.
O sucesso dessa experiência fez com que os colonizadores, unidos à índios rebeldes, destruíssem as missões e reduções. Os padres Roque e Afonso foram mortos na Redução de Caaró, no dia 15 de novembro de 1628. Após celebrar a missa com os índios, padre Roque estava construindo o campanário na nova capela, quando foi morto. Padre Afonso teria saído em socorro e também foi atingido. Seus corpos foram arrastados para dentro da Igrejinha e depois incendiados. Do coração do padre Roque, em meio às chamas, saía uma voz: "Matastes a quem tanto vos amava e queria. Matastes, porém, só o meu corpo, porque minha alma está no Céu". Seu coração então foi atravessado com uma flecha, mas as chamas o preservaram. Padre João de Castilho foi morto na Redução vizinha de São Nicolau, dois dias depois, junto com o cacique Guarobai-Guassu, que se preparava para ser batizado.
Os três missionários foram beatificados em 1943 pelo papa Pio XI e canonizados em 16 de maio de 1988, pelo papa João Paulo II. A relíquia do coração do padre Roque González está em Assunção, Paraguai.
Em Caibaté (RS) encontra-se o Santuário do Caaró, local do martírio e onde são venerados os santos Roque, Afonso e João. É local de peregrinação desde 1934 e anualmente a tradicional Romaria do Caaró se realiza no dia 15 de novembro.
Texto: Paulinas Internet
Fonte: Paulinas em 2015

S. Roque, S. João e S.Afonso - Mártires


Comem. litúrgica:  5 de outubro.

Também nesta data: São Ponciano, Papa e Mártir

São Roque Gonzalez  - Mártir
São João Del Castillo  - MártirSan
to Afonso Rodriguez - Mártir

São Roque e seus companheiros foram um dos primeiros mártires sul-americanos.
Roque Gonzalez nasceu em Assunção, Paraguai, em 1576. Seus pais eram espanhóis. Mostrava tanta bondade e devoção na adolescência que todos estavam convencidos que um dia abraçaria a vocação sacerdotal, o que deu-se quando completou 23 anos de Idade.
Já nos primeiros anos de sacerdócio dedicou-se zelosamente pela evangelização indígena, de forma que, diária e continuamente,  visitava os povoados mais distantes para catequizar os índios.
Ao completar 33 anos decidiu entrar na Companhia de Jesus, pois sentiu-se fortemente impulsionado a trabalhar como missionário.  Os padres jesuítas haviam fundado no Paraguai algumas colônias de indígenas que se fizeram muito famosas em todo mundo. As chamaram "Reduções", que se diferenciavam das tribos de outros países, pela exemplar organização em aplicar os meios adequados de evangelização católica, dentro de uma estrutura que ampliava a educação e as necessidades cotidianas dos indígenas sob sua tutela espiritual. Os padres Jesuítas os tratavam como verdadeiros filhos de Deus, protegendo-os sua dignidade com enorme respeito e carinho.
Um autor francês chegou a exclamar:  "Nestas reduções, os índios chegaram ao mais alto grau de civilização que um povo jovem pode alcançar".
Nessas missões se respeitava muito a lei de Deus e  se  obedeciam as leis civis;  cada um tratava aos demais como se fossem irmãos. Os índios aprendiam a lavrar a terra com técnicas agrícolas e praticavam trabalhos manuais e industriais.  Tudo era  um cooperativismo bem organizado, porque reinava principalmente a abundância espiritual que o povo indígena assimilou rapidamente, ou seja, as verdades divinas.
Nessas reduções foi o Padre Roque González o primeiro europeu a penetrar em certas regiões de mata virgem do Paraguai. Trabalhou por 20 anos, enfrentando com paciência e  confiança a toda classe de dificuldades e perigos, dirigindo nesse período cerca de seis Reduções de indígenas. Muitas vezes o perigo provinha de  tribos totalmente selvagens que atacavam e outras, era de colonos europeus que queriam escravizar os índios,  porém, os jesuítas não o permitiam.  Por isso, Padre Roque exercia uma enorme influência sobre os índios, que o veneravam como a um verdadeiro santo.
Sucedeu que um curandeiro, o bruxo dos indígenas,  se deu conta que a influência dos Padres Jesuítas estava reduzindo sua clientela diante do serviço de evangelização, que rapidamente esclarecia os índios na fé e na sabedoria cristã. Aos poucos iam abandonando as crendices, enganos e mentiras.  Por causa disso, decidiu arquitetar um plano para vingar-se e pôr termo àquela situação. Assim, reuniu um grupo de índios selvagens e  com eles atacou a missão católica.
Quando o curandeiro e seus sequazes chegaram, estava o Padre Roque González tratando de erguer um sino à torre da capela. O assassinaram ali mesmo, a golpes de marreta. Ao ouvir o tumulto, o Padre Afonso Rodríguez saiu de sua choupana e imediatamente os índios também o assassinaram mediante golpes. Em seguida atearam fogo à capela e quando estava tomada de chamas,lançaram a ela seus cadáveres. Era 15 de novembro de 1628. Alguns dias depois esses mesmos índios assaltaram a missão próxima e ali assassinaram o Padre Juan de Castillo.  Assim, foram três os mártires que derramaram seu sangue, depois de haver dedicado sua vida em favor dos nativos, pela pregação da Sã Doutrina.
O chefe índio Guarecupí deixou escrito: "Todos os índios cristãos amavam o Padre Roque".
Estes três sacerdotes Jesuítas, martirizados na região do Rio da  Prata, foram canonizados pelo Papa João Paulo  II em 1998.
Reflexões:
É com orgulho que o  povo paraguaio comemora a festa destes Santos Mártires, que não pouparam esforços e sacrificaram a  própria vida para catequizar os índios, ensinando-os  a verdadeira doutrina,  o caminho da Salvação, Jesus  Cristo!
Se o mundo contemporâneo considera a evangelização índígena uma  violação de sua cultura,  aos cristãos anunciar a boa nova da salvação aos incultos na fé, significa obrigação urgentíssima prescrita nas Escrituras.
Sobre isto, o Santo Padre, quando esteve no Brasil inaugurando a V Conferência do Episcopado Latino-Americano em Aparecida (maio de 2007),  deixou bem claro:
"O Verbo de Deus, fazendo-se carne em Jesus Cristo, se fez também história e cultura.  A utopia de voltar a dar vida às religiões pré-colombianas, separando-as de Cristo e da Igreja universal, não seria um progresso, mas um retrocesso. Na realidade seria uma regressão até o momento histórico ancorado no passado".
A esta frase do Santo Padre verificou-se reações anti-cristãs, de governantes alieanados e de  líderes indígenas, que exigiram do Papa imediato pedido de desculpas. Obviamente, porque a quase totalidade das tribos indígenas da América-Latina estão amparadas por normas, organismos e estruturas complexas, onde causas terrenas sobrepõe-se às divinas.  Civilizar e evangelizar os índios, não interessa a essa classe de gente, cujo Deus é o dinheiro e que escondem consigo um vasto leque de interesses escusos.
Como não bastasse, nessa larga fileira colocaram-se à frente alguns poucos, porém,  barulhentos líderes religiosos. Frutas deterioradas que, participando do conluio, não mediram tempo para também atirar suas pedras: "O Santo Padre não conhece a realidade dos povos indígenas", afirmaram descaradamente. Ao contrário dos mártires que comemoramos hoje, existe uma legião trabalhando por resgatar os "valores" indígenas do passado. No desejo pessoal de lançar-se à mídia em busca de holofotes, microfones e câmeras de televisão, atribuem violência à cultura indígena no período colonial,  desprezando e desonrando a heróica evangelização dos nossos missionários que deram a vida pela erradicação do paganismo.  Esse tipo de gente perdeu o conceito da obediência, da perseguição e do martírio, estão a anos-luz da crucificação. Por Deus que esse tipo de mentalidade não imperou na época da colonização, pois nesse caso, não seria de admirar estarmos hoje adorando o sol e a lua.
Foi graças ao sangue derramado ontem,  que conhecemos hoje a Verdade, Jesus Cristo. Os santos missionários lá de trás,  enxergaram  tão cristalinamente o conceito de salvação e perdição eternas,  que embrenharam-se  nas mais longínquas florestas e tribos em cumprimento à ordem do Senhor:  "Ide por todo o mundo e  pregai o Evangelho a  toda a criatura. Quem crer e  for batizado será salvo, mas quem não crer será condenado" (Mc  16, 15-16).  O amor ardentíssimo a Jesus crucificado e o zêlo sem limites pela salvação das almas é que explica o fato destes santos  homens  abandonarem o conforto da civilização  e se transportarem para regiões inóspitas. Um martírio diário pela propagação da fé, onde grande número tombou gloriosamente. Os missionários mártires que comemoramos hoje, eram possuidores destas virtudes em grau heroico e por isso o povo cristão hoje lhes tributa as mais relevantes honras, gratidão e santa devoção.
Fonte: Página Oriente em 2015


São Roque Gonzales e companheiros mártires

NascimentoNo ano de 1576
Local nascimentoAsunción (Paraguai)
OrdemSacerdote Jesuíta
Local vidaAmérica Latina, como missionário
EspiritualidadeCom 32 anos se tornou sacerdote Jesuíta e por vingança de um feiticeiro da tribo teve que dedicar-se as funções entre os índios guaranis evangelizando-os, organizando-os socialmente, instruindo-os e defendendo-os de brancos que desejavam escravizá-los. Sua vida ali era muito difícil, mas em tudo via a vontade e de Deus. Comia raízes, farinha de milho, capim, pão e as vezes carne. Em tudo Roque Gonzáles dava glórias a Deus. Morreu martirizado aos 52 anos de idade.
Local morteTribo dos Guaranis
MorteNo ano de 1628
Fonte informaçãoOs santos de cada dia
OraçãoDeus, nosso Pai, o bem-aventurado Roque González e seus companheiros opuseram-se corajosamente à escravidão e à exploração dos índios pelos conquistadores. Olhai com bondade para todos os homens que andam como ovelhas sem um pastor que os ame, os procure e os salve. Será que foram inúteis para nós o vosso sangue e as vossas dores no Calvário? Intercedei por nós para que os injustiçados sejam libertos, os pecadores se convertam, os fracos se fortaleçam, os aflitos sejam confortados. Vós bem sabeis como é o mundo em que vivemos, como são numerosos os inimigos que nos atacam e sabeis também o quanto somos fracos. Olhai com bondade para nós e caminhai conosco. Amém.
DevoçãoÀ evangelização
PadroeiroDos que não aceitam o que não se pode mudar
Outros Santos do diaNossa Senhora da Divina Providência (padroeira do Porto Rico); Cripino (bispo); Máximo (presb); Fausto (diác.); Feliciano, Exupério, Azás, Severino, Baixo, Dionísio e Agapito, Barlaão (márts.); Abdias (prof.).
Fonte: ASJ em 2015